domingo, 3 de janeiro de 2010

Pequeno conto sobre o vício

Certa vez, dois amigos, um deles marinheiro, se encontrarm depois de muito tempo. Então resolveram comemorar com uma noitada memorável afinal, o amigo marinheiro voltaria ao ofício no dia seguinte e eles passariam outra boa temporada sem a companhia um do outro. Nessa noite, animados que estavam, resolveram experimentar um alucinógeno. Depois de cheirar muito, o marinheiro foi embora, o amigo ficou na costa e se viciou. Vendeu tudo que tinha, e acabou com a sua vida profissional. O outro, no mar, passou dias e dias pensando na substância, por muito tempo não conseguiu dormir com a cabeça apenas no desejo de prazer causado pela noite da desforra.

Meu navio já partiu, mas eu pulei no mar com um barquinho de papel. Minha droga é outra que não essa porcaria química que imbecis usam. Meu vício só me faz bem. O que me mata é esse mar de asfalto e essa distância dos infernos!


sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Feliz 2010

O ano começou muito bem, digamos assim, lubrificado. Até agora chove em Imperatriz, chove desde o ano passado. Coisa boa começar assim. Torço para que 2010 seja melhor, muito melhor do 2009 que, para mim, só o final foi bom. Dizem que o melhor sempre fica para o fim, estou começando a acreditar nisso e torcendo para durar.


Bom demais!

"Ei, vamu comigo?"


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O natal já passou

Ok, ok. Natal para mim é mais que uma época de ouvir piadas: "Feliz natal, Natal!" - é a campeã. Esse ano fiz uma aventura por entre as entranhas das paraenses; estradas de chão, mais lama do que chão, pontes desabando riachos maravilhosos e chuva, muita chuva.
Quem estiver com vontade de visitar Novo Repartimento no Pará, - essa é uma pergunta tão insólita, simplesmente porque não existia ninguém além de mim com essa vontade - vá devagar e com um off-road. A paisagem é paradisíaca e graças ao filho da puta punguista que levou minha câmera digital  não tenho nenhuma foto para mostrar aqui.
A miséria em que vivem aquelas vias, de tráfego pesado sem asfalto e com contratos milionários de manutenção por empreiteiras, é um tapa na cara desses que eu só tinha visto aqui pelo Mará.
E por falar em Mará, passei também por Marabá, mas só passei e não tenho nada pra falar.
Foi uma bela de uma semana alcoolica. Uma pena que acabou.
Amanhã, trabalho, depois folga e cana e amor de novo.


Carteado saudosista - RIP

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cachaça da boa



Depois de passar mal com uma Vodka de frutas, nesse final de semana tive a oportunidade de provar uma das melhores cachaças das que conheço. A canelinha.
- Ah mas é cachaça! Dirão, mas eu gosto e aprecio.
E pra tomar cachaça esqueça aquele gole de virar copo. A técnica para sentir o gosto sem aquela queimação da desgraça nos bofes é a seguinte:
- Faça um pequeno gole, enchendo debaixo da língua.
- Retire todo o ar que tem nos pulmões pelo nariz. O contato da bebiba com o ar no esôfago é que causa a queimação.
- Engula. Vai esquentar de baixo para cima uns três segundos depois mas não vai chegar a garganta.
Lógico, isso tudo não adianta se você quiser beber uma porcaria de Caninha da Roça, 51 ou Pitu por exemplo, contra esses venenos não há antídoto.
P.S. Tá, tá, tem lá no Gatinhu´s e a dose custa o olho da cara.
P.S.2. Mas que é boa é!