sábado, 19 de janeiro de 2008

Futebol e Filosofia

Quem disse que não tem filósofos no futebol?


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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

The Mummy Returns

Lula confirma Lobão como ministro de Minas e Energia

Plantão | Publicada em 16/01/2008 às 20h15m

GlobonewsTV

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de anunciar que o senador Edison Lobão (PMDB-MA) é o novo ministro de Minas e Energia.


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Agora a Usina de Serra Quebrada e o dinheiro dos Garimpeiros da Serra Pelada vão sair. Vão sair do foco do ilustríssimo Imoteph do Maranhão.

"Você confiaria nesse homem para instalar uma tomada na sua cozinha?"

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Da polícia e do Povo


Com certeza o filme mais badalado de toda a história do cinema nacional foi lançado no ano passado. Tropa de Elite do diretor José Padilha foi um sucesso e um paradoxo. Um filme que pretende mostrar a corrupção e assim combatê-la, foi pirateado e vendido aos milhares antes mesmo de estrear nos cinemas. A história narrada pelo personagem Capitão Nascimento já se transformou em tudo, de funk a boneco para crianças. E hoje já se admite que o sucesso do filme, sua popularidade, se deu muito graças à divulgação promovida pelos pirateiros, o que fez com que o filme caísse nos “braços do povo”.

Contudo, algumas coisas me causam espanto: será que a resolução de problemas causados pela violência se dá com a aplicação de mais violência? A quantas anda a imagem da polícia após o desnude propiciado pelo filme? Ou ainda, como pode ser possível, em um país que pretende desposar o desenvolvimento, que os heróis sejam torturadores e assassinos?

Recentemente o Maranhão reforçou o seu corpo de Policia Militar. Foram mais de mil neófitos na corporação admitidos através de concurso público. A instituição recebeu investimentos estruturais para agregar os novos policiais que, após passarem por um treinamento duríssimo acabaram por se formar no final do ano de 2007.

Uma iniciativa louvável. Todavia os estigmas de torturador, corrupto, violento e autoritário ainda estão impregnados na farda azul da nossa polícia. E não por uma herança da ditadura militar como muitos pensam. Os tempos, inegavelmente, são outros e há um panorama democrático contagioso e relevante que deveria suplantar as formas de repressão social autoritárias. A tecla mais uma vez a ser tocada é a da educação; sem ela não há como o povo saber que é povo e que a segurança é um direito. Na periferia de Imperatriz - onde vive a grande maioria da população – diz-se que é melhor ter problemas com um bandido do que com um policial; o primeiro ainda teme a punição, o segundo não.

Esperamos que a nova polícia consiga expurgar a imagem que a corporação detém perante o povo imperatrizense. Há um grande número, entre os novos policiais, de universitários; o que eleva o nível da educação do policiamento; crê-se que pessoas que prezam pela educação já escolheram outro caminho que não é o da corrupção. Cabe agora ao comando geral da polícia do Maranhão investir em campanhas que aproximem a polícia da população em um sentido cooperativo contra a violência e a criminalidade.

Quando nossos heróis deixarem de ser os opressores e passarem a ser os parceiros da ordem e da ilibação, aí sim estaremos no caminho certo. Quando tivermos a certeza que o descumprimento dos deveres não será relevado com uma propina, nesse dia, teremos dado um salto para um lugar de onde não poderemos mais voltar. Seremos os donos de nós mesmos, possuidores de um bem inalienável: o conhecimento. Impossível, não; difícil, certamente o será; mas só até esse dia.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

TV Digital e conteúdo!

Há uns dias lia o Blog do Alexandre Inagaki e achei interessante a opinião dele sobre a TV Digital. Citava o blogueiro que era perda de tempo falar sobre como poderemos assistir o Faustão, Gugu e outros em alta resolução. Ou seja, não vai fazer a menor diferença a TV continuará sem muito conteúdo.
Carro-chefe da revolução tecnológica do século XX a televisão ainda reina na mídia o que acontece muito graças à exclusão digital. A grande maioria da população ainda fica de olhos vidrados ante a a caixa de luz na hora da novela das oito da Globo ou Record (agora se pode escolher entre a história da favela onde não há bandidos oprimindo a população, ou os vampiros e lobisomens toscos da rede da Igreja Universal). Logicamente a TV tem seu papel importante e talvez os bons programas (quando digo "bons" não falo do "Programa do Jô", longe disso) não sejam comentados nos pontos de ônibus pelo simples fato de serem de difícil entendimento ou fugirem à realidade das massas - nunca vi alguém falar sobre as belas orquestras mostradas pela TV Senado quase diariamente.
Pelo visto teremos de nos contentar por muito tempo ainda com as bundas do BBB e as barrigas saradas do Caldeirão; o que não é de todo ruim, consigo enxergar uma melhora: perdemos a banheira do Gugu e com ela foram-se os peitos do domingo.


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Nação é Nação!



Ouvi Nação Zumbi pela primeira vez no início do ano de 2005. A batida de "Blunth of Judah" desde então não foi mais por mim esquecida. Comprei todos os Cd's e baixei alguns vídeos da internet. Nação é uma banda fora de mídia, uma música que para muitos soa estranha, uma mistura de guitarra com maracatu. Fruto do movimento Manguebeat em Recife, após a morte de Chico Science a música da banda ficou mais introspecta mas não menos combativa. A repúdia pela mídia tem um motivo simples: a associação entre a alienação que ela proporciona e as mazelas sociais. Por tal razão é que não vemos entrevistas da banda no covil de direitistas do Jô Soares ou no circo dominical de Fausto Silva.
Em 2007 a banda lançou o CD "Fome de Tudo" e outra vez se superou, o disco traz como carro-chefe a música "Bossa Nostra" e outras ótimas. Não se impressione se ouvir e não entender nada, muita informação precisa de tempo para ser processada por isso a diferença de popularidade entre uma canção da Banda Calypso - onde só se ouvem onomatopéias e outras coisas de nível sub-humano - e uma sonata de Bach.
Portanto ouça, reflita e emita uma opinião consistente. A arma do ignorante é taxar de ruim o que ele desconhece ou não tem condições de compreender.